No dia 18 de fevereiro, a Igreja Ortodoxa homenageia um dos mais brilhantes defensores do cristianismo – São Leão, Papa de Roma, sinônimo de fé inabalável e poder espiritual que mudou a história. São Leão permanece na história como um dos papas mais influentes da Antiguidade Tardia.
O Papa que se opôs aos bárbaros
São Leão, que governou a Igreja Romana entre 440 e 461, permanece na história como um dos papas mais influentes da Antiguidade Tardia. Era um homem de palavra – culto, coerente e firme na defesa da doutrina ortodoxa. Nos tempos turbulentos das heresias e do cisma, tornou-se um pilar de clareza dogmática, especialmente na disputa sobre a natureza de Jesus Cristo. Sua carta ao Patriarca Flaviano, na qual formulou claramente a doutrina da natureza divina e humana do Salvador, tornou-se a base para as decisões do Quarto Concílio Ecumênico de Calcedônia.
Mas Leão Magno não era apenas um teólogo. Ele também era um diplomata e um estadista numa época em que o Império Romano do Ocidente estava ruindo sob a pressão das tribos bárbaras. Em 452, ele confrontou pessoalmente o temível Átila. Segundo a tradição, foi o poder de suas palavras – e alguns acrescentam a intervenção divina – que deteve o líder huno às portas de Roma. Três anos depois, Leão conseguiu convencer o líder vândalo Genserico a poupar a cidade de massacres e incêndios.
Esses dois encontros transformaram o papa em um símbolo de autoridade espiritual que prevaleceu sobre a força bruta. É por isso que a Igreja o chama de "Grande" – um título que poucos ostentam.
Até hoje, cerca de cem de seus sermões e mais de 140 cartas foram preservados – testemunho da dimensão de sua missão. Suas relíquias repousam na Basílica Vaticana, em uma capela que leva seu nome.
